segunda-feira, 3 de setembro de 2012

E o Etanol?






A charge retrata a relação agrocombustível x pré-sal (combustíveis fósseis) no Brasil. Após a descoberta deste imenso reservatório de petróleo, o etanol já não tem o mesmo destaque nos planos do governo federal. A imagem é éngraçada e bastante ilustrativa de como a lucratividade ainda tem mais apelo do que as questões ambientais. Ainda que o biocombustível não represente uma excelente solução em termos de sustentabilidade. Imagem disponível no blog:
Quimica útil

O texto à seguir, relaciona o esfriamento dos interesses governamentais no biocombustível, devido às novas descobertas de petróleo no pré-sal.


'Farra'' do pré-sal ofusca pioneirismo no biocombustível

Especialistas alertam que após definição do marco regulatório, política energética deve ser balanceada

Concluída a definição do marco regulatório do pré-sal, o governo deve concentrar atenções na definição de uma política energética para balancear o uso dos combustíveis e sua inserção no mercado global de combustíveis. A opinião é de especialistas consultados pelo Estado, para quem a nova riqueza pode ajudar a difundir o etanol de cana-de-açúcar no mercado externo. Caso contrário, há risco de retrocesso no esforço feito nos últimos anos pela divulgar os biocombustíveis, que rendeu ao País imagem de pioneirismo no segmento.

"O Brasil, sempre orgulhoso do esforço para desenvolver energias renováveis e desmamar do óleo, vive um caso grave de febre do combustível fóssil", escreveu, no final de agosto, a agência Associated Press. Uma semana depois, um grupo de ativistas do Greenpeace invadiu a cerimônia de lançamento do novo marco regulatório do pré-sal com faixas questionando a produção das reservas.

"Há grande risco de irmos na contramão de tudo o que está acontecendo no mundo", concorda o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura. A alternativa, diz, é o estabelecimento de uma política energética que preserve, em primeiro lugar, o mercado interno para o etanol. Na sua opinião, notícias recentes sobre o uso de diesel em veículos leves, por exemplo, já sinalizam a tentação de ampliar o peso do petróleo na matriz energética.


(...)
Jornal o Estado de São Paulo

20 de setembro de 2009








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